Top 40 Anime de 2012 (parte 1 de 2)

Olá! Saudações e feliz ano novo o/

O TOP Anime é um espaço no KOTR onde escrevo todo começo de ano sobre as séries mais marcantes que assisti no ano anterior. Esse TOP não reúne todas as séries exibidas nas quatro temporadas passadas nem pretende ser uma lista definitiva sobre as ‘melhores’ séries de 2012, mas apenas uma lista das séries que se encaixaram em minhas preferências pessoais e que merecem uma nota especial no rodapé da página.

Comédias slice-of-life são meu gênero preferido (você irá notar pelos reviews que a maioria das séries gravita em torno desse gênero) mas acabo assistindo de tudo um pouco. O critério para a escolha é simples: procuro assistir todos os primeiros episódios de todas as séries de todas as temporadas e vou dropando aquelas que não conseguem manter meu interesse/não têm os elementos que eu esperava ao longo da temporada.

Há um acréscimo de 15 séries nesse TOP com relação ao ano passado, motivo pelo qual dividi os reviews em duas partes para não ficar muito maçante. A primeira parte vai do 40° ao 21° lugar, e a segunda parte do 20° ao 1°. Espero completar a segunda parte em breve… enquanto isso, divirtam-se com a primeira :3

40º – Yurumates 3D (Primavera – 13 episódios)

Yurumates 3D é a terceira adaptação do mangá de comédia slice-of-life ‘Yurumates’ para o formato anime. As adaptações prévias são dois OVAS: um lançado em 2009 e outro em 2011 (o mangá é de 2005 e conta até o momento com três volumes). A série de TV é basicamente o resumo dos plots dos OVAs expandido em 13 episódios de 3 minutos de duração cada.

Yurume é uma garota normal que se muda para Tokyo afim de estudar para entrar na prestigiada Universidade de Tokyo. Acaba alugando um quarto em um condomínio de apartamentos barato, porém para seu azar habitado por outros três estudantes fracassados (Sae, Kumi e Matsukichi) que a envolverão diariamente em seus problemas, suas bebedeiras, suas brincadeiras e todo tipo de atividade possível – menos estudos. A história de Yurumates gira em volta da interação desses quatro personagens e as situações cômicas e absurdas que emergem dessas interações.

A narrativa é do tipo ‘non sequitur’ (pense em Nichijou) assim como o original 4-koma, e pode ser abstrato para quem não está acostumado com esse estilo de humor. Porém para os mais acostumados com humor nonsense Yurumates será garantia de diversão. Destaque para a voz aveludada da Haruko Momoi (a Mii de Popotan, a Seto de Seto no Hanayome, a Faris Nyan-Nyan de S;G) na voz da Yurume, e a Miyu Matsuki (a Yoshinoya de Hidamari Sketch) na voz da maluquinha Kumi.

Foi confirmado em junho de 2012 que a série de TV ganhará uma segunda temporada. Ainda não há data para a estréia.

39º – Nisemonogatari (Inverno – 11 episódios)

Nisemonogatari é a adaptação para a TV dos dois light novels pertencentes à ‘saga’ *monogatari escritos pelo celebrado Nisio Isin: “Karen Bee” e Tsukihi Phoenix”, lançados respectivamente em 2008 e 2009, e focam dessa vez nos acontecimentos sobrenaturais que cercam as duas irmãs do Arararagi-kun: Karen e Tsukihi.

Assim como todos os episódios da série *monogatari, Nisemonogatari está repleto de diálogos irrelevantes e enfadonhos. Há uma tentativa de transportar o estilo de narrativa do novel para o anime, mas Akiyuki Shinbo, o diretor do estúdio SHAFT criou um estilo visual e de direção para essa série que o tornou celebrado na Internet como ‘PowerPoint Anime’ devido aos cenários estáticos e monólogos/diálogos intermináveis acompanhados de animação quase inexistente. Não seria justo atribuir a culpa totalmente à Shinbo pois o novel em si contém partes onde os personagens simplesmente dialogam por páginas sem fim, mas há certos momentos na série que podem induzir ao coma, como o diálogo insosso entre Senjougahara e Kaiki no fim do arc da Karen. Aqueles foram os minutos mais longos da minha vida de fã de anime.

Detalhe: cronologicamente, Nisemonogatari deveria ocorrer apenas após o novel Kizumonogatari (o capítulo que foca o personagem do Araragi), porém o autor escolheu adaptar Nisemonogatari (Karen e Tsukihi) e Nekomonogatari (Tsubasa) em sequência para a TV, e lançar Kizumonogatari mais tarde em formato de movie fechando assim todos os novels escritos até o sétimo volume do LN.

Nisemonogatari é também o capítulo com o fanservice mais descarado da série. Lolis, meganeko, tsundere, incest, extreme oral higiene… you name it.

38º – Kuro Majo-san ga Tooru!! (Primavera – 32 episódios)

Chiyoko (Choco-chan) é uma garotinha de 11 anos com uma queda pelo oculto e pelo espiritismo. Um dia reunida com suas colegas, recita um encantamento para evocar a presença do espírito “Cupid” para que o mesmo venha revelar o futuro amoroso das garotas. Como estava resfriada e com o nariz trancado no momento da evocação, Chiyoko pronuncia o nome do espírito como “Gyubid”, que faz com que a Black Witch Gyubid se manifeste! :D

As regras do Underworld ditam que uma vez evocada, uma Witch não poderá retornar ao seu mundo enquanto não tornar a própria pessoa que a evocou uma bruxa (afinal esse era o objetivo inicial da evocação). Começa então a inesperada introdução da bruxa-mirim e estudante de primeiro grau, Choco-chan, ao mundo da magia.

Kuromajo-san ga Toru!! é a série para TV adaptada do novel infantil com mesmo nome, possuindo 15 volumes no total. A série de TV, apesar de curtinha (7 minutos por episódio) e character design simples é extremamente simpática e muito divertida.

Destaque para o excelente trabalho da irreverente Romi Paku (o Edward de Full Metal Alchemist) na voz da Gyubid, e a divertida Fumiko Orikasa (a superativa Miu de Ichigo Mashimaro, a Himeko de Pani Poni Dash) na voz da Chiyoko.

37º – Kore wa Zombie desu ka? OF THE DEAD (Primavera – 10 episódios)

OF THE DEAD é a continuação da série de TV baseada no light novel nonsense Kore wa Zombie Desu ka?, que narra as aventuras de Ayumu, um rapaz morto por um serial killer que retorna à vida em forma de zumbi quando ajudado pela necromancer Eucliwood.

A segunda série não traz nada realmente novo ou significativo à história; os acontecimentos continuam tão ou mais erráticos que a primeira série e as situações mais absurdas e randômicas acontecem quando se menos espera (tais eventos ocorrem não necessariamente para esclarecer o plot, eles somente estão ali para confundir ainda mais). Momentos consternadores e cenas dramáticas podem ser antecedidos sem nenhum aviso por algum acontecimento completamente inesperado e bizarro, para depois se tornar hilário, e depois dramático novamente. A sensação de estar perdido nessas reviravoltas emocionais e de plot é constante, e esse estilo maluco e imprevisível é justamente a marca registrada da série. Todos os personagens originais estão presentes, e novos são introduzidos como a ‘yousei-san’ Chris, a fada de cabelos em forma de drill que aparece constantemente bêbada.

O ótimo opening theme da segunda série, “***Passionate”, é cantado pela mesma vocalista do opening da primeira série, Iori Nomizu. O divertido ending theme “Koi no Beginner Nan Desu (T_T)” é cantado também pela mesma vocalista do ending da primeira série: Rie Yamaguchi.

Destaque para a as super-deformed Eucliwoods ao final de cada episódio, fazendo a chamada para o episódio da próxima semana. MOE OVERLOAD! :D

36º – Hayate no Gotoku – I Can’t Take My Eyes Off You (Outono – 12 episódios)

A ‘terceira temporada’ da série de TV (que na verdade não se conecta com as duas temporadas anteriores) é um apanhado de idéias originais do autor, Kenjiro Hata, que nunca foram publicadas no mangá original. O character design difere bastante das duas versões prévias da TV pois é baseado no design feito para o movie ‘Heaven Is a Place on Earth’ que passou nos cinemas japoneses no outono de 2011.

I Can’t Take My Eyes Off You introduz a personagem da Ruri, dublada pela Yuka Iguchi (a Maria de Haganai e a Index de Toaru Majutsu no Index) que se apresenta à Nagi no começo da série como sua irmã mais nova e separada da família há vários anos. Usando desse disfarce ela consegue se infiltrar na mansão Sanzenin para roubar um antigo artefato da família. O roubo desse artefato, e os esforços de Hayate e Nagi para recuperá-lo irá levar os dois (e posteriormente todos os personagens da série) à uma série de acontecimentos, culminando na revelação do mistério que cerca o passado do pai e da mãe da Nagi.

Apesar das gags visuais e do estilo de humor serem consistentes com a primeira e segunda séries, a mudança do character design e o ‘sumiço’ de detalhes sempre presentes nas séries anteriores foram o principal motivo de reclamações dos fãs. Por exemplo, a narração inicial de Norio Wakamoto e seus comentários aleatórios ao longo dos episódios, que eram uma das marcas registradas da série, não está presente. Tama, o tigre falante da Nagi, é apenas um animal de estimação comum e aparece em apenas uma cena. Detalhes pequenos, mas que omitidos aqui e ali acabaram desconfigurando um pouco a personalidade da série.

Na minha opinião o plot da série da TV funcionaria melhor em um formato OVA de 5 ou 6 episódios do que para uma série de TV. As duas primeiras séries têm um clima mais comédia slice-of-life, mais relaxado e de capítulos sem conexão entre si. Em contraste, o plot em I Can’t Take My Eyes Off You ocorre de forma extremamente linear do primeiro ao último episódio. Talvez mais um fator para o desagrado dos fãs.

Destaque para o ótimo Ending Theme: “Koi no Wana” de Haruka Yamazaki

35º – Tonari no Kaibutsu-kun (Outono – 13 episódios)

Tonari no Kaibutsu-kun (‘My Little Monster’ na tradução em inglês) é a adaptação pra TV do mangá shoujo de mesmo nome escrito pela Robico e publicado pela Kodansha, contando até o momento com 10 volumes publicados.

A história gira em torno da relação entre Shizuku, uma garota CDF e anti-social, e Haru, um delinquente juvenil. O romance inicia-se ao acaso, quando Shizuku oferece-se para levar os rascunhos de classe para um tal Haru que estuda em sua classe mas que nunca comparece às aulas. Essas duas personalidades completamente opostas se encontram, se conhecem e acabam se interessando um pelo outro, iniciando uma relação de troca de experiências e amadurecimento mútuo.

A premissa da série é bastante interessante, e de fato os primeiros episódios da série demonstram potencial para uma série de romance genuinamente original. Mas passados os primeiros episódios fica evidente que o romance é algo secundário nos planos de Shizuku; seu objetivo primordial é ter boas notas. Haru por outro lado se apresenta como um delinquente infantilóide e assim permanece até o último episódio, jamais amadurecendo. De fato, você começa a questionar seriamente o que uma garota inteligente como a Shizuku vê em um paspalho briguento que mata aulas e passeia por aí com uma galinha debaixo do braço. Mistérios do universo shoujo…

Destaque para a dubladora da Shizuku, Haruka Tomatsu, cuja voz versatil lhe possibilita dublar personagens completamente opostos como a kuudere Hitoha, de Mitsudomoe e a hyperativa Lala, de To LOVE-ru ^^

34º – Acchi Kocchi (Primavera – 12 episódios)

Acchi Kocchi é uma série slice-of-life bonitinha e “fuwa fuwa” como diria a Yui de K-ON :p

A adaptação para TV é baseada no manga 4-koma de mesmo nome publicado no Manga Time Kirara. A atmosfera da série se alterna o tempo todo entre a relação de romance inocente entre Tsukimi e Io (os dois personagens principais) e entre gags visuais e situações cômicas do tipo tsukkomi (pense em Lucky Star) criadas pelos amigos de Tsukimi e Io, que são os catalizadores do humor da série: Hime, a ‘moe though helplesness’ do grupo; Mayoi, a cientista otaku e Sakaki, o melhor amigo de Io.

AK foi constantemente criticada durante sua temporada por conter um humor muito previsível e personagens genéricos demais. De fato, não é uma das séries de humor das mais originais que já apareceram, mas isso de forma alguma a desmerece. Acchi Kocchi é uma daquelas típicas séries s-o-l pra ser assistida depois de um dia estressante, no conforto da sua poltrona, sem nenhuma pressa e sem a pretensão de esperar que um plot terrivelmente complexo vá emergir de uma comédia slice-of-life :p

Destaque para a dubladora da Hime, Kaori Fukuhara (a mesma dubladora da Run de A-Channel e da Tsukasa de Lucky Star). Não é à toa que Hime soe e aja tão parecida quanto à irmã da Kagami e se encaixe tão bem no papel de cabeça de vento do grupo ^^

Outro destaque vai para a voz da personagem principal, Tsumiki, dublada pela Rumi Ookubo (a Chinatsu de Yuru Yuri).

O opening “Acchi de Kocchi de” é cantado por todas as dubladoras.

33º – Kokoro Connect (Verão – 13 episódios)

Adaptação para a TV do light novel de mesmo nome escrito por Sadanatsu Anda, que conta com nove volumes e continua a ser publicado pela Enterbrain.

Cinco amigos: as garotas Iori, Himeko e Yui, os dois rapazes Taichi e Yoshifumi fazem parte do Clube de Pesquisa Cultural da escola. Num dia comum um bizarro fenômeno acontece: Yoshifumi e Yui aparecem na escola confidenciando aos demais que, de alguma forma, experimentaram ter seus corpos trocados na noite anterior. Inicialmente descrentes, todos os seus amigos passam a experimentar o mesmo fenômeno na noite seguinte. Confusos, os cinco amigos são visitados por uma estranha entidade chamada Heartseed, o responsável por trás dos estranhos acontecimentos, e este explica vagamente aos cinco amigos que todos estão sendo objetos de uma ‘experiência’, desaparecendo logo em seguida sem dar maiores esclarecimentos.

A série então progride e vai se tornando interessante a cada episódio, à medida em que os cinco amigos vão sendo colocados à prova das mais variadas experiências psicológicas, por vezes sendo colocados uns contra os outros, por vezes tendo seus traumas desenterrados e por vezes tendo seus interesses românticos/sexuais secretos revelados. Essa desconcertante sucessão de revelações vai aos poucos derrubando barreiras, curando traumas passados, superando medos e a cada experiência tornando os laços de amizade entre eles cada vez mais sólidos.

Destaque para a dubladora da Iori, a divertida Aki Toyosaki (a Yui de K-ON), a Yui na voz de Hisako Kanemoto (a Ika de Ika Musume) e a Himeko na voz de Miyuki Sawashiro (a Perrine de Strike Witches).

32º – Natsuiro Kiseki (Primavera – 12 episódios)

Série baseada no mangá de mesmo nome iniciado apenas quatro meses antes da adaptação para TV, Natsuiro Kiseki tem como plot central o tema da amizade entre quatro amigas de infância: Rinko, Saki, Yuka e Natsumi, que têm em comum desde pequenas o sonho de se tornarem Idols. A história começa quando Natsumi e Saki se desentendem por conta da saída repentina de Natsumi do clube de tênis da escola – o desejo de Saki era que as duas treinassem e chegassem juntas ao campeonato de tênis.

Yuka e Rinko chamam então Natsumi e Saki para se reunirem ao redor de uma estranha pedra aos fundos do templo onde Rinko mora, a qual dizem ter o poder de transformar em realidade os desejos dos corações que anseiam pela mesma coisa. O plano de Yuka e Rinko na verdade é usar a ocasião para que Natsumi e Saki se reatem, porém descobrem por acidente que o tal poder da pedra é real.

Os episódios que se seguem são uma sucessão de acontecimentos divertidos, de amadurecimento e de reflexão, ao passo em que os desejos individuais das garotas (aquilo que pedem à pedra) quase sempre nunca coincidem com o desejos secretos de seus corações (aquilo que de fato é atendido pela pedra) e quase sempre os efeitos são contrários ou completamente aleatórios aos que as garotas esperavam.

O destaque dessa série é o ótimo time de dubladoras: Rinko é dublada por Aki Toyosaki (a Yui de K-ON, a Chitose de Yuru Yuri), Saki na voz de Ayahi Takagaki (Mitsuba de Mitsudomoe), Yuka tem a voz de Haruka Tomatsu (Nagi de Kannagi) e Natsumi tem a voz de Minako Kotobuki (Mugi de K-ON).

31º – Upotte! (Primavera – 10 episódios)

Upotte! é a série de TV baseada no mangá de 4 volumes iniciado em 2009 e é a nova integrante do gênero ‘military moe’ junto com Strike Witches, Girls und Panzer, mais recentemente Vivid Red e Mecha Musume (esse último ainda pendendo de adaptação :p)

Se você achava que já tinha visto plots exóticos veja essa premissa: no mundo de Upotte, armas são garotas. Essas garotas (que são armas) vão para uma academia militar para estudarem, treinarem e se tornarem armas competentes. Detalhe: as garotas (que são armas) utilizam armas (que não são garotas) em seus treinos. Vou tentar de novo: tente imaginar garotinhas (que são a encarnação de suas respectivas armas) participando de treinos e simulações militares empunhando suas respectivas armas (de verdade). É isso aí.

O grupo de personagens principais da série são a Funco (a encarnação do rifle belga FNC) e suas amigas Eru (‘L’ – o fuzil britânico L85A1), Sig (o fuzil suíço SG 550) e a Ichiroku (‘16’ – o fuzil americano M16A4) e sua rotina não é muito diferente do dia a dia de garotas normais; a Academia é um local para treinamento militar e simulações mas também contém salas de aula, e é onde ocorre a parte da série que se assemelha muito com uma série de garotas colegiais comuns. Lá estudarão suas características mecânicas, aprenderão suas limitações e se especializarão em suas respectivas áreas de atuação no exército (exemplo: classes primárias são atendidas por fuzis leves, as classes intermediárias são para os fuzis de infantaria, e os sêniors são os fuzis pesados e snipers). O ponto alto da série são os exames que consistem em simulações de combate entre as classes, onde cada arma terá que tirar o melhor proveito de suas características e às vezes improvisar em meio à situações imprevistas.

Uma curiosidade desta série é que todas as dubladoras do main cast são inexperientes e desconhecidas, com exceção da seiyuu que dubla a M16A4, Misuzu Togashi (cujo papel mais popular é a Mai de Nichijou).

30º – Nazo no Kanojo X (Primavera 2012 – 13 episódios)

Baseado no mangá de mesmo nome publicado pela Kodansha com 9 volumes publicados até o momento, Nazo no Kanojo X (ou Namorada Misteriosa X) conta a história da curiosa relação romântica entre dois estudantes, Mikoto Urabe e Akira Tsubaki. NazoKano foi na minha opinião uma das comédias românticas mais pervertidas de 2012. Porém engana-se quem acha que estou me referindo aos clichês fanservice típicos desse tipo de gênero; a perversão adolescente está lá, mas está espalhada por toda a série em forma de simbolismos e metáforas.

A relação romântica ‘curiosa’ que citei no início do texto é essa: Urabe e Tsubaki compartilham emoções e sentimentos através da troca de saliva. Não estou falando da saliva trocada em beijos; eles literalmente provam a saliva dos dedos um do outro. Esse exotismo começa no primeiro episódio, onde Tsubaki ‘experimenta’ a saliva da Urabe numa poça que deixou em sua carteira após dormir na última aula – e o que era uma simples curiosidade acaba se convertendo em uma experiência quase sobrenatural, pois ele percebe que através do contato com a saliva de Urabe consegue de alguma forma ‘sentir’ o que ela está sentindo. Ao descobrir mais tarde sobre o ocorrido, e ao saber sobre a repentina ‘clarividência’ de Tsubaki, Urabe parece interessar-se por ele e os dois acabam iniciando uma relação romântica (ditada por Urabe), onde o contato físico de qualquer tipo está fora de questão e os sentimentos e desejos de ambos serão compartilhados apenas através da troca de suas salivas.

Ironicamente, apesar dos elementos não-ortodoxos do plot, Nazo no Kanojo X é uma das raríssimas séries românticas onde você vê um relacionamento desenvolver-se de forma sólida e contínua ao longo de todos os seus episódios.

Destaques para a estreante Ayako Yoshitani, a dubladora de Urabe, que esbanja talento já em seu primeiro trabalho, e para o character design e o visual retrô estilo ‘anos 80’ do anime, que é um charme à parte.

29º – Robotics;Notes (Outono – 22 episódios)

Robotics;Notes é o terceiro visual novel de ficção científica da 5pb a ser adaptado para a TV (Chaos;Head foi a primeira, Steins;Gate foi a segunda).

A história de R;N se passa em 2019, e gira em torno de um clube de Robótica que conta com apenas dois integrantes: Akiho – uma fã de mechas e mecânica de robôs, e Kaito – um imprestável viciado num jogo online chamado Kill-Ballad. Os dois tem a missão de completar um robô que a irmã de Akiho iniciou quando esta fazia parte do clube: o mecha gigante Gunvarrel. Montar o robô é caro demais e manter o clube com o orçamento atual da escola é quase proibitivo, o que faz com que o vice-diretor à certa altura lhes dê um ultimato: ganhar o torneio de batalha mecha Robo-One com o Gunravell e conseguir o prêmio para cobrir as despesas, ou abandonar o projeto de sua irmã e fechar o clube para sempre. Akiho e Kaito aceitam os termos, e em meio à corrida para terminar o robô, Kaito acaba tomando conhecimento dos relatórios Kirishima, documentos que apontam para uma catástrofe iminente de proporções planetárias.

Seguindo a linha sci-fi com teorias conspiratórias como pano de fundo, Robotics;Notes é uma boa série do gênero. O ponto desfavorável é que, no jogo há vários cenários possíveis a explorar. O anime acaba sendo prejudicado nesse sentido pois ao invés de se concentrar em apenas um route, todos os cenários do jogo acabam sendo misturados na versão da TV, e tem-se a constante impressão de que há várias histórias paralelas e desconexas ocorrendo ao mesmo tempo, deixando o conjunto todo confuso e por vezes indigesto.

R;B conta com personagens interessantes, como a divertida Otaku Queen fujoshi que se comunica por memes do 2ch, e a adorável e inquieta Akiho, mas o brilho das duas é ofuscado pelo personagem mais antipático e insuportável de 2012: Kaito. Em praticamente todas as cenas, em todos os episódios, Kaito aparece num canto com seu videogame portátil jogando Kill-Balad, mal se interessando pelo que ocorre ao seu redor, ignorando Akiho e qualquer outro ser humano que tente se comunicar com ele senão pelo chat do videogame. Para muitos espectadores essa atitude blasé de Kaito (sendo ele um dos personagens principais!) foi o motivo principal de desinteresse pela série.

O destaque vai para a dubladora da Akiho, a adorável Yoshino Nanjo (Gankyou de Joshiraku) e a ‘Airi’, o programa de inteligência artificial do mundo de R;N dublada por Rie Kugimiya (Iori de The iDOLM@STER, Shana de Shakugan no Shana, Louise de Zero no Tsukaima, entre outras)

O excelente tema de fechamento “Umikaze no Brave” é interpretado por fumika

28º – Little Busters! (Outono – 26 episódios)

Little Busters! é a série baseada no sexto visual novel da Key, a empresa de jogos responsável por novels populares como Kanon (1999), Air (2000) e Clannad (2004). Todos estes títulos foram adaptados para TV pelas mãos do estúdio Kyoto Animation respectivamente em 2005, 2006 e 2007, e é por este mesmo motivo que muita expectativa se criou ao redor da versão animada de Little Busters!; era dado como certo que o KyoAni seguiria a tradição de adaptar os jogos da Key e traria LB para a TV. A confirmação de que Little Busters ganharia uma série de anime veio ao final de março de 2012, e o estúdio escolhido para a adaptação, para a decepção dos fãs, foi anunciado já no começo do mês seguinte: J.C. Staff

Little Busters! conta a história de Riki Naoe, o personagem principal que é membro do ‘Little Busters’, um grupo de amigos que se conhece desde a infância e formado por quatro garotos e uma garota: Kyousuke, o líder do grupo, sua irmã tímida Rin, o muscle-freak Masato e o praticante de kendo Kengo. Eles crescem e permanecem juntos até chegar ao segundo ano do colégio, cenário onde a história tem início e se desenrola. Um dia os cinco amigos decidem iniciar um time de beisebol na escola, e resolvem convidar novos integrantes para completar o time. A pessoa encarregada de escolher os novos membros é Riki, e os episódios iniciais se concentram no recrutamento das novas integrantes: Komari, Haruka, Yuiko, Mio, e a Kudryavka ‘Kud’ Noumi.

Assim como nas adaptações anteriores da Key, cada garota terá um ‘arc’ de episódios dedicado à revelar seu passado. Na opinião do Alenyan que jogou LB, a adaptação para TV irá parecer confusa e incompleta aos que não conhecem a história pois apesar de não ser uma série curta, não há tempo suficiente (e a direção da série parece não estar sendo competente o suficiente) para resumir os detalhes mais importantes que ocorrem no arc de cada garota. Há evidentemente uma preocupação em focar no moe fanservice, em mostrar o quão adorável são as garotinhas do cast e na comédia em geral, mas parece não estar havendo um balanço razoável entre o moe e o character development. Como a série ainda está em exibição vou aguardar, mas até o momento sinto que não estão dedicando tempo suficiente para aprofundar as personalidades das garotas, criar a empatia necessária na audiência e preparar seus corações para os momentos mais importantes da série, que são os finais de cada arc.

Curiosidade: todas as dubladoras em Little Busters trabalharam antes em sua maioria apenas em personagens secundários e de suporte, a única exceção sendo a dubladora da Kud, Naomi Wakabayashi, cujo papel mais popular é a Ritsuko de The iDOLM@STER.

O tema ‘Little Busters’ é um dos meus temas de abertura favoritos de todos os tempos, tanto no jogo quanto no anime.

27º – Another (Inverno – 12 episódios)

Adaptação do horror novel ‘Another’ de 5 volumes escrito por Yukito Ayatsujin e publicado na Young Ace.

Another conta a história de Koichi Sakakibara, que ao ser transferido para a misteriosa Classe 3-3 da Yomiyama North Middle School, começa a desvendar os detalhes de uma estranha história ocorrida ha 26 anos atrás. Em 1972 um estudante popular e querido na classe onde estudava, Misaki, faleceu. Abalados pela súbita partida de Misaki, seus colegas de classe e professores estranhamente prosseguiram como se nada tivesse ocorrido; sua carteira permaneceu vaga e todos se comportavam como se Misaki ainda estivesse entre eles. Passados 26 anos, na primavera de 1998, Koichi é transferido para aquela mesma classe, e a primeira coisa a notar é uma estranha garota usando um tapa-olho que parecia ser ignorada por toda a classe: Mei.

Quando Koichi aproxima-se e tenta falar com ela é repreendido pelos seus colegas de classe. Não demora muito para Koichi perceber que aquela não é uma classe normal, e eventualmente acaba aprendendo sobre a maldição que paira sobre ela. No momento em que estudantes e seus familiares começam repentinamente a sofrer mortes trágicas e misteriosas, Koichi e Mei se vêem presos em uma corrida contra o relógio para tentar desvendar a maldição antes que ela, aliada ao desespero e a histeria de seus amigos, acabem resultando na morte de toda a classe 3-3.

Destaques são a dubladora da tsundere da série, a Izumi (a personagem de twintails na imagem acima) na voz de Madoka Yonezawa (a Ui em K-ON), e o tétrico tema de abertura Kyomu Densen – ‘Pesadelo contagiante’ pelo ALI PROJECT.

26º – Tari Tari (Verão – 13 episódios)

Tari Tari é uma série que tem a música como plot central, e conta a história da união de cinco colegas de escola que se unem para formar o Clube de Canto, e de suas histórias de crescimento e amadurecimento individuais. A série é contada em formato de pequenos arcs mostrando alternadamente o background individual de cada personagem, e em eventos e atividades na classe e no clube de canto, onde todos interagem e trocam experiências.

Nem todos os integrantes do clube tem inclinação para música, entretanto. Konatsu parece ser a única a estar no clube a gostar de cantar; Wakana sabe canto, porém nunca mais cantou depois do falecimento de sua mãe; Sawa é cavaleira, membro do clube de arco e flecha e sonha com montaria profissional; Taichi vive praticamente para o badminton, e Wien é um aluno transferido para o Japão depois de viver 12 anos na Áustria. Essa diversidade de personalidades é a responsável pela interação extremamente dinâmica entre os personagens e onde o character development acaba sendo o ponto central da série. Tari Tari é uma série slice-of-life muito agradável e uma boa pedida para os fãs do gênero.

Destaques para as dubladoras das garotas; Konatsu é dublada por Asami Seto (a Chihaya de Chihayafuru); Sawa tem a voz de Saori Hayami (a Ayase de OreImo) e Wakana tem a voz de Ayahi Takagaki (a Mitsuba de Mitsudomoe). A animação do ótimo tema de fechamento “Shiokaze no Harmony” vai mudando ä medida que a série evolui ^^

Curiosidade: os cenários da série são baseados em cidades reais: Fujisawa e Kamakura, do distrito de Kanagawa.

25º – Kill Me Baby (Inverno – 13 episódios)

Série de comédia ‘slapstick’ baseada no mangá 4-koma de 4 volumes que continua sendo publicado no Japão. Kill Me Baby é uma série do gênero slice-of-life com uma pitada de humor negro e se resume a três personagens e suas interações: Asuna, a airhead com uma queda para o masoquismo, cujo passatempo preferido é testar a paciência de sua colega Sonya; Sonya é uma assassina profissional, em constante estado de alerta e dona de um péssimo humor; e Agiri, uma ninja ‘zen’ que pertence à mesma organização secreta de Sonya. Há uma quarta personagem sem nome, simplesmente apelidada de ‘personagem sem uso’ que deveria fazer parte da história, mas nunca consegue se encaixar ou chegar à tempo nas cenas de humor.

São treze episódios de puro non-sense, onde o ‘plot’ central consiste nas provocações de Asuna pra cima da temperamental e eternamente mal-humorada Sonya. Há momentos na série em fica evidente a afeição que Asuna alimenta por Sonya, com demonstrações genuínas de carinho, mas em outros ela acaba colocando tudo a perder testando a paciência de Sonya ao limite com provocações e brincadeiras sem noção, só para ser torturada e explodida com todo tipo de armamento pesado por Sonya na cena seguinte.

KMB é a típica série slice-of-life de humor amalucado que conta com vários mini-segmentos humoristicos ao longo dos episódios (assim como os mesmos são apresentados nas tirinhas do mangá).

Os destaques: Sonya é dublada por Mutsumi Tamura (o Kotetsu de Tiger & Bunny), Yasuna é dublada por Chinatsu Akasaki (a Shinka de Chuunibyou). A ninja Agiri tem a amadora Ai Takabe (cujo papel mais popular até aqui tinha sido a Fumi de Aoi Hana). Ironicamente, a dubladora da personagem que nunca aparece, a ‘personagem sem uso’, é ninguém menos que Rie Kugimiya :(

O tema de abertura “Kill Me Baby!” é cantado pelas dubladoras da Yasuna e Sonya, assim como o divertido fechamento “Futari no Kimochi no Honto no Himitsu”.

24º – Inu X Boku SS (Inverno – 12 episódios)

Série do gênero ‘romance sobrenatural’ de 8 volumes, ainda em publicação no Japão.

Conta a história de Ririchiyo, uma garotinha metade humana e metade demônio e dona de uma personalidade arrogante que tem a tendência de tratar a todos a qual se dirige com sarcasmo e desprezo. O problema é que intimamente ela sofre com constantes crises de remorso, pois esse é um comportamento compulsivo e involuntário que adquiriu desde muito pequena. De fato Ririchiyo é a primeira personagem em um anime ou mangá a ser classificada de ‘tsunshun’ – um variação de tsundere (sendo ‘shun’ de deprimida, ao invés de ‘dere’ de amável) :p

A história começa quando ela se muda para o ‘Maison de Ayakashi’ (uma espécie de pensão para seres sobrenaturais – como ela) afim de se distanciar do mundo dos humanos, e tentar aos poucos se livrar de seu comportamento. Ao chegar na Maison de Ayakashi, é recepcionada por alguém que se apresenta como seu guarda-costas pessoal, o agente do Serviço Secreto Soshi Miketsukami. Lá conhece outros personagens estranhos mas igualmente interessantes como o indiferente yokai Rensho, a lolicon Nobara, o hilário sadomasoquista Kagero, a moe kuudere Karuta, o auto-proclamado delinquente Banri e o pérfido Zange.

Assim como Kamisama Hajimemashita ou Fruits Basket, Inu X Boku SS é uma série do gênero ‘romance sobrenatural’. Apesar da série ser focada na relação romântica entre Ririchiyo e seu guarda-costas, os episódios mantém um balanço consistente entre drama, romance e comédia, nunca prolongando-se tempo demais em um mesmo tema.

Destaques para a dubladora da Ririchyo, Rina Hidaka (a Last Order de Index) e do impagável Kagerou “S/M”: Sugita Tomokazu (o Kyon de Haruhi).

23º – Sankarea (Primavera – 12 episódios)

Seguindo o trend recente de séries de zumbis e criaturas do além (Highschool of the Dead, Kore wa Zombie, etc) a primavera do ano passado nos trouxe duas séries que exploram o tema, mas dessa vez com fanservice sobrenatural: Tasogare Otome x Amnesia com a sexy alma penada Yuuko, e Sankarea com a adorável e gostosona zumbi Rea. As coisas se tornaram ainda mais interessantes pois as duas séries estrearam na mesma temporada, levando à uma verdadeira guerra de discussões entre ghostfags contra zombiefags em uma certa imageboard de anime. Falarei sobre Tasogare mais abaixo, por enquanto nos concentremos em Sankarea.

Comédia romântica baseado no mangá, com 7 volumes lançados e ainda sendo publicado no Japão. Conta a história de Chihiro, um fã de tudo que é relacionado à zumbis e monstros do além, que em certa ocasião tenta em segredo ressucitar seu gato morto ‘Babu’ com uma poção que encontra em um antigo manuscrito. Em meio a isso, testemunha por acaso a morte de uma garota próximo à casa abandonada onde praticava secretamente a ressureição de seu gato. Dada como morta e desaparecida por sua família, ela é resgatada por Furuya, e submetida à mesma poção a qual ele havia usado para o seu gato. Ambos Rea e Babu retornam à vida, porém não tão vivos quanto eram antes. E Chihiro agora tem diante de si algo que desejou por toda a vida: uma namorada zumbi.

Sankarea tinha tudo para ser um drama fúnebre, porém é extremanente hábil em manter a atmosfera leve e irreverente durante toda a série. Os episódios equilibram temas delicados como abuso doméstico, morte e dramas familiares em meio à momentos de comédia e a absurdez do tema zumbi de forma muito competente, sobrando ainda tempo para desenvolver a relação romântica entre Rea e Chihiro.

Destaques para as dubladoras: Rea tem a voz de Uchida Maaya (Rikka de Chuunibyou); Mero, a irmãzinha de Chihiro é dublada por Iguchi Yuka (a Norie de Tamayura) e Ranko, a prima peituda de Chihiro, na voz de Yahagi Sayuri (Haruna de To LOVE-ru)

O excelente tema de abertura é o “Esoragoto” do nano.RIPE

22º – Campione! (Verão – 13 episódios)

Séries harem não estão no topo da minha lista de prioridades a cada temporada, mas de tempos em tempos surge uma série com elementos distintos o bastante para atrair minha atenção (na verdade basta que o personagem principal não seja um completo paspalho assexuado como o Mahiro de Haiyore! Nyaruko-san). Campione é uma dessas séries, cuja trilha sonora grandiosa já me conquistou no promotional video, antes mesmo da série estrear na TV.

A série é baseada no light novel com o mesmo nome, que conta com 13 volumes lançados no Japão e ainda em publicação. A história começa em Sardinia, Itália. Godou é um jovem japonês comum, que veio à Itália à pedido de seu avô entregar um artefato de pedra à uma velha amiga. Ele é confrontado inesperadamente por Erica Blandelli, uma cavaleira de uma antiga Ordem mágica européia que reconhece o tal artefato: o Grimoire of Prometheus. Esta tábua concede àquele que o carrega o poder de reconhecer os Deuses Heréticos, aqueles que desde tempos imemoriais trazem disastre à humanidade (mortais comuns vêem a manifestação destes deuses apenas como desastres naturais). Apenas usuários de magia são capazes de reconhecê-los, porém ao dono do Grimoire é concedido também o poder de absorver seus poderes.

Com a manifestação do artefato logo os deuses heréticos tomam conhecimento de Godou, como o Verethragna – o deus persa da vitória – que desafia o mortal portador do Grimoire. Com a ajuda do Grimoire e de Erica, Godou vence sua primeira batalha contra o deus persa, e de posse de suas habilidades e de sua Espada Dourada torna-se Campione (mortal que ao derrotar um deus obtém sua imortalidade e seus poderes).
Logo outros deuses percebem a presença do novo Campione e aparecem para desafiá-lo, como Perseus, Pandora e a deusa grega Athena. E conforme a série progride, Godou eventualmente aprende que não é o único humano a ostentar o título de Campione.

Destaque para as dubladoras da Erica: Hikasa Youko (a Mio de K-ON) e da Athena: Ogura Yui (a Toki de Saki: Achiga-hen) que também canta o tema de fechamento “Raise”.

A trilha sonora é composta por Tatsuya Katou, e junto com a OST de Fate/Zero considero uma das melhores trilhas sonoras do ano passado.

21º – Hidamari Sketch x Honeycomb (Outono – 12 episódios)

Honeycomb é a quarta iteração de Hidamari Sketch, a série de TV adaptada do mangá 4-koma de Ume Aoki, sobre o dia-a-dia das seis estudantes de arte que vivem no Condomínio Hidamari. Nada muito à acrescentar aqui pois Hidamari Sketch dispensa apresentações. É simplesmente uma das melhores séries do gênero slice-of-life a ganhar – merecidamente – sua quarta continuação.

Meus destaques são a dubladora da ever-moe Yuno: Kana Asumi (a Popura de Working!) e a dubladora da ubber-moe Nazuna: Chiaki Omigawa (Minko de Hanasaku Iroha, Hotori em Soredemo Machi wa Mawatteiru, Maka em Soul Eater)

O tema de fechamento, “Yume-Gumo” do marble, é excelente e complementa perfeitamente a atmosfera da série, assim como os temas de todos os fechamentos de Hidamari Sketch até aqui.

E com Hidamari concluo a primeira parte do TOP 40. Vejo vocês na segunda parte! o/

6 Comments »

AnarchystBR on January 17th 2013 in Lifestyle, Resenhas, Top10

  • Lucília

    Não gostei desses animes: Yurumates 3D, Upotte!, Najo no Kanojo, Campione, Kill me Baby, Sankarea, Acchi Kocchi e Littles Busters. Esses animes assisti de 2 a 10 episódios foram todos fracos para meu gosto, nem sei como assisti alguns até décimo episódio. Entra para animes fracos, uns dos piores do ano
    Os melhores animes dessa lista que foram citados: Robtics;Notes, Tari Tari, Inu x Boku SS, Kokoro Connect, Another, Tonari no Kaibutsu-Kun e Nisemonogatari. Alguns foram melhores que os outros.
    O que não citei ou era continuação de uma temporada que não gostei muito ou foi que não assisti.
    Minha opinião dos melhores vou fazer no top 20. Como gosto é gosto, não tem jeito de concordar com tudo, mas posso concordar em alguns.

  • http://twitter.com/Alenyan Ale

    Ao menos Nisemonogatari não ficou em último lugar. XD Mas é verdade, “Nise” foi fraquinho. Valeu mais pra ver a calcinha da Hachikuji e a Shinobu pelada. Esse “Kuro Majo-san ga Tooru” parece interessante, ainda mais que é curto. Talvez eu vá atrás. “Kokoro Connect” preciso continuar a ver. Muitos dos animes dessa lista eu dropei ou nem cheguei a ver. O que mais gostei foi “Inu x Boku”, mas comentarei mais a respeito quando eu mostrar meu Bestest.

  • Lucília

    OH!!!, eu avaliei o Nisemonogatari pelo Bakemonogatari, pois o deixei para assistir depois, se a história só ter calcinha e nudez, é bom saber que nem vou assistir mais,

  • http://www.facebook.com/artursaragao Artur De Souza Aragão

    Eu adorei Tonari no Kaibutsu-kun. Foi um romance às avessas! Adoro romances! Só fiquei meio decepcionado com o final que não deixa claro se haverá ou não uma nova temporada.

    Another foi ótimo, sempre com aquela expectativa de japonês que nunca dá o que compreendemos ser. Infelizmente com final decepcionante também.

    Kill me Baby foi deveras engraçado, mas poderia ter sido ainda melhor. Considero que faltaram detalhes para aproveitar melhor a história. Destaque para Agiri que mesmo aparecendo pocuo no anime, deu uma nivelada muito boa na comédia do anime. Ainda mais pelo fato que ela passa todos para trás. Ah! Outro destaque que vale cada risada foi aquele soco fulminante dado pela Sonia na boca do estômago da Yasura. XD Rachei de rir com aquilo e ainda repeti umas cinco vezes.
    Pena que é uma anime que na minha opinião não se sustenta. Não conseguiria ver novamente.

    Eu queria saber onde encontrar estes animes com a melhor qualidade e legendados.
    - Kuro Majo-san ga Tooru!!
    - Hidamari Sketch x Honeycomb
    - Natsuiro Kiseki

  • http://twitter.com/Alenyan Ale

    Nisemonogatari tem muita safadeza mesmo. No começo o Araragi tenta aliciar a Hachikuji, mais tarde ele molesta as irmãs, vai visitar outras personagens e cada uma tenta seduzi-lo, por fim, ele ainda toma banho com a Shinobu. Como o pessoal dizia, este foi o “Pornomonogatari”. Para mim foi legal, porque sou um pestilente lolicon, mas não recomendo para pessoas de família. :3

  • http://www.facebook.com/JohnHMGreen John HM Gonçalves

    Esse foi um ótimo artigo sobre os melhores animes do ano, vou tentar baixar alguns para acompanhar oque vem sendo feito! =)

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