BESTEST 2012 ~ versão Alenyan

Começo de ano, hora de rever o que ocorreu de bom em 2012. Após uma breve reflexão, percebo que foi tão ruim quanto os anteriores. Novamente, mais um longo período perdido em minha vida. Pelo menos tive meus animes para curtir, certo? Nem isso. Além de novamente estar por fora das novidades sobre cinema, games e literatura, assisti poucas séries em 2012. Passei a maior parte do tempo estudando e resolvendo problemas mundanos. Enfim, foi mesmo um ano bem ruim.
Ainda assim, como terceiro membro da família Katamari, tenho o dever anual de preparar um Bestest mostrando o que vi de mais legal em 2012. Portanto, não encare essa minha seleção como uma avaliação justa sobre tudo o que rolou ano passado. Além dela ser bastante pessoal, é restrita ao pouco que tive oportunidade de conhecer. Com certeza você deve ter uma opinião diferente e ter visto coisa melhor.
Melhor loli do ano!
A rigor, loli é toda personagem menininha que aparece em anime, com idade variando em torno de nove a onze anos. No entanto, com o passar do tempo, esse termo tem se tornado mais abrangente e agora é comum ver as pessoas chamarem qualquer garota de loli. Como não tenho visto muitos animes, vou usar essa definição mais ampla para fazer minha escolha.
Se eu fosse rigoroso no uso do termo, haveria poucas lolis que pudesse mencionar. Uma é a princesa Gruier, de “Mouretsu Pirates” (Bodacious Space Pirates), junto com sua irmã mais nova Grunhilde. Ambas bem simpáticas, mas não notáveis o suficiente para conquistar o título de loli do ano. Outra é a Shinobu, de “Nisemonogatari”. Ela foi uma agradável surpresa, pois essa série revelou um lado até então desconhecido da personagem. O seu lado nu. Brincadeira à parte, a Shinobu se mostrou bem mais ativa e falante, expondo sua verdadeira personalidade.

Sem dúvida, escolheria a Shinobu como a melhor do ano, apesar dela no fundo não ser bem uma loli… Ela é uma vampira, com alguns séculos de idade, que foi condicionada a essa forma de menina. Aliás, logo mais adiante na série ela também aparece como uma adolescente. Claro, isso não é motivo para eu desconsiderá-la como candidata. Acontece que a Shinobu é uma personagem já conhecida em “Bakemonogatari”. Fica estranho dizer que ela é a melhor loli de 2012 sendo que surgiu anos atrás.

Se for para escolher uma loli do ano, independente de sua origem nos animes, certamente optaria pela Shana, de “Shakugan no Shana III”. Afinal, ela é a minha personagem favorita depois da mai waifu Tsukasa. Neste caso, entro na definição abrangente de loli, pois a Shana pode ter todo trejeito de menininha, mas já não é mais tão moça. Na verdade, nem sei dizer quantos anos ela tem na realidade, pois desde que deixou de ser humana para se tornar Flame Haze ela vem combatendo Tomogaras enquanto assume diferentes identidades. No anime, ela personifica uma garota de dezesseis anos chamada Yukari Hirai, roubando sua existência. Se de fato a Shana tem essa idade, já não sei dizer.
Bom, mas então quem eu vou escolher para loli do ano? Se eu não tenho muitas opções dentre as menininhas e não quero pegar personagem conhecida de antigas temporadas, posso buscar outras garotas, como as meninas de “Girls und Panzer” ou “Little Busters!”. Porém, essas séries não foram concluídas, então vou guardá-las para o Bestest do próximo ano, onde provavelmente a Kud ganhará este título. Outra possibilidade são as garotas de “Last Exile: Ginyoku no Fam” que gostei bastante, mas meu amor por elas não é tanto assim. Eu gostei do novo Last Exile por outro motivo, o qual comentarei adiante.
Enfim, sem mais delongas, quem de fato conquistou meu coração e receberá o título de loli do ano?

Ririchiyo-sama! A tsunshun de “Inu x Boku SS”. Ela é uma garota meio humana e parte youkai que tem um jeitinho todo meigo de ser. Comecei a ver esse anime do nada e logo fiquei interessado pelos personagens. A Ririchiyo tem um aspecto meio “tsundere”, mas que adiante é explicado como sendo “tsunshun”, ou seja, a princípio se mostra arredia, mas depois se arrepende da atitude.
Para ser sincero, em condições normais eu não a escolheria como a melhor loli. De fato, creio que muitos lolicons ficariam indignados com isso, mas este último ano foi um pouco atípico para mim e acabei não acompanhando muitas séries e não vi muitas lolis. Aposto que você deve conhecer diversas outras interessantes. Inclusive, agradeço se puder me sugerir algumas para que eu possa pegar o anime e assistir. “Yuru Yuri” não é uma possibilidade.

Melhor anime do ano!
Pouquíssimas séries despertaram meu interesse em 2012. Eu queria escolher “Shakugan no Shana III” como melhor anime do ano, dada minha paixão pela Shana e o universo criado. Só que essa série acabou me decepcionando. Não me entenda mal, o anime foi incrível, com muitas situações empolgantes e foi possível conhecer mais sobre a organização dos Flame Hazes. Porém, eu esperava mais para o desfecho da série. Afinal, foram anos de expectativa até chegar essa última temporada. Foi um ótimo anime, mas gostaria que o final tivesse sido diferente.
“Mouretsu Pirates” foi outro anime que curti bastante. O que mais me agradou foi a maneira como os elementos de ficção científica foram descritos de forma razoavelmente coerente. Não chegava a ser cientificamente apurado, mas pelo menos fazia algum sentido. Antigamente eu gostava de sci-fi, mas, conforme aprendia mais sobre ciência, esse tipo de história foi se tornando cada vez mais inverossímil e assim fui perdendo o interesse. Moe Pirates reacendeu meu gosto pelo gênero por adotar uma descrição menos fantasiosa, apesar de também cometer alguns deslizes absurdos, como “terremoto espacial” ou outras bobagens do tipo. Não fosse por isso, talvez eu tivesse ainda mais consideração por esta série e a escolhesse como a melhor do ano.
“Hyouka” e “Chuunibyou demo Koi ga Shitai!” também poderiam ter sido ótimos candidatos, tendo em vista que são produções da Kyoto Animation, um dos melhores estúdios de animação em todo o mundo. Apesar de serem animes artisticamente muito bonitos, ambos me decepcionaram. Hyouka tinha um ótimo protagonista, mas este ficou envolvido na investigação de mistérios mundanos do colégio, desperdiçando todo seu potencial. Além disso, seu relacionamento com a Chitanda não foi para a frente, chegando ao ponto da série encerrar com uma cena que evidencia toda precariedade no desenvolvimento dos personagens.
Já Chuunibyou, começou como um anime qualquer, sem uma grande história, mas com personagens gentis. Não fosse pela qualidade da animação, eu teria descartado logo de início. Foi penoso acompanhar os primeiros episódios, pois a história era banal, mostrando meninas fazendo graça, mas sem nada de realmente engraçado acontecer. Até que o enredo passou a tender para o drama. Neste ponto, dei um voto de confiança e fiquei entusiasmado para ver o final. Enfim, algo de interessante passou a acontecer, com desenvolvimento dos personagens e uma mensagem válida a ser transmitida. Infelizmente, todas minhas esperanças foram aniquiladas no último episódio. Tudo que foi construído se perdeu, deixando a impressão final de que é melhor buscar refúgio no mundo da fantasia, por mais retardado que seja, do que encarar a realidade e superar as dificuldades da vida. Nunca senti tanto desgosto por um anime. Nem mesmo Chobits terminou de forma tão cretina. Pior que isso foi ver as pessoas aprovando o final, dizendo que ele deixou uma “mensagem bonita”. Foi deprimente.
Uma comédia boa de verdade foi “Danshi Koukousei no Nichijou” (Daily Life of Highschool Boys). De certa forma me lembrou Cromartie, apesar de ser bem distinto. A série mostra os desatinos de um grupo de amigos, suas brincadeiras e as dificuldades de se lidar com o sexo oposto. Aliás, as garotas desse anime não são nada gentis, elas são completamente diferentes do que vemos em outras séries e isso é o que torna tudo tão engraçado.
Se elas não agem assim, os rapazes acabam tirando vantagem.
Para mim, anime bom é aquele que diverte. Afinal, esta é a função dos desenhos animados, fazer a gente sorrir. Por isso eu poderia muito bem escolher “Nichibro” como a melhor série que assisti em 2012. Entretanto, algumas animações conseguem fazer mais do que isso, proporcionando uma experiência gratificante com sua bem elaborada história, personagens interessantes, belos cenários e linda trilha sonora. Este é o caso de “Last Exile: Ginyoku no Fam” (Fam, The Silver Wing).
Achei tão bom que depois dele passei a ser mais criterioso na escolha dos animes que pego para assistir. Antes bastava ter uma loli no elenco para despertar meu interesse. De fato, comecei a ver esse novo Last Exile justamente por causa das menininhas. Uma vez que fiquei deslumbrado com sua história, cenários e todos os demais elementos que o compõem, passei a desejar ver outras séries que me causassem a mesma admiração.
Apesar de eu gostar tanto, reconheço que essa série não foi bem aceita pelo público. Eu acho uma pena, mas compreendo porque as pessoas não gostaram. Essa continuação estreou depois de uns dez anos da exibição do primeiro Last Exile. Muita gente não assistiu e quem viu pode não ter boas lembranças, pois foi um anime que começou muito bem, mas acabou perdendo o pique e apresentou um final pouco satisfatório. Além disso, nem todo mundo gosta do uso de computação gráfica. Na época de “Blue Submarine 6″, a fusão entre 3D e 2D era muito experimental, então as pessoas relevavam. Em “Last Exile” (o primeiro) a técnica havia amadurecido, mas ainda não era perfeita, porém, o povo ainda perdoava. Hoje em dia, com toda tecnologia, parece que as pessoas não toleram essas discrepâncias. Apesar de todo cuidado tomado em “Fam, The Silver Wing”, ainda é possível notar algumas falhas; especialmente nos primeiros episódios que foram carregados de CG. Imagino que muita gente tenha reparado nisso e desistido da série.
Se você for complacente, recomendo que assista este anime, que considero como o melhor que vi em 2012. Essa é uma aventura que se passa em um mundo distante, onde os recursos naturais já não são mais suficientes para atender todo mundo. Não bastasse isso, uma nave de outro planeta traz imigrantes que vêm se estabelecer e fundar seus reinos, sobrepujando os povos existentes. Neste cenário temos uma jovem princesa que luta para restabelecer sua nação com a inusitada ajuda de piratas para montar sua frota. É uma história cheia de ação, guerras, intrigas e traições. Se você viu o primeiro Last Exile, vai se regozijar com as referências e a nostalgia, mas como essa é uma trama independente, não há uma real necessidade de ter conhecido o predecessor. Sugiro apenas que leia uma sinopse da série antiga e conheça seus principais personagens, pois haverá muitas participações especiais.

Melhor filme do ano!
Dessa vez não vou enrolar tanto para dar minha resposta, pois só vi dois filmes em todo o ano e ambos foram de animação japonesa. Tenho que escolher entre K-ON! e Strike Witches.
Strike Witches me surpreendeu pela qualidade da animação e efeitos sonoros. A história foi agradável, mas nada muito especial. O final me pareceu um pouco forçado, mas serviu para engatilhar uma terceira temporada do anime. Entretanto, o melhor de tudo mesmo foram os pantyshots. Era perereca saltando por todo lado! Só isso já seria o bastante para declarar este filme como o melhor do ano!
Porém, eu também assisti K-ON!
Ah! Como eu estava com saudades dessas meninas! Foi muito bom revê-las nesse filme, aprontando suas meninices e fazendo coisas engraçadinhas. Me diverti muito e achei fantástica a qualidade da animação. Devo reconhecer que a história em si não foi das mais fascinantes, mas tinha toda atmosfera do seriado e isso é o que importa neste tipo de produção.
É uma pena que eu só tenha visto esses dois filmes durante o ano todo. Gostaria de citar algo normal como, por exemplo, O Hobbit, mas é mais fácil eu conseguir um emprego do que ir ao cinema. Além do mais, não tenho paciência para filmes porque os acho muito longos.
Melhor figure do ano!
Este também será fácil de responder, apesar de eu ter visto diversas figuras fabulosas este ano e comentado elas aqui no blog. Só de Touhou foram várias sensacionais, como a Yukari Yakumo, versão Korindou (Curiosities of Lotus Asia), a Yuyuko Saigyouji ~ Ghost Girl in the Netherworld Tower, a Remilia Scarlet ~ Gungnir, a Reimu Hakurei ~ Korindo, a Marisa Kirisame ~ Korindo, a Little Sweet Poison “Medicine Melancholy”, além de diversas outras.

Mas apesar das figuras de Touhou serem lindas, tem algumas que gostei ainda mais e acabei comprando para mim. Uma delas foi a Oshino Shinobu, da Good Smile Company. Muito fofa! Ela é tão bonita quanto aparece na foto. Aliás, diria que é até mais. Só lamento que ela esteja de calcinha branca, pois esperava que tivesse um pequeno band-aid lacrando o portal da perdição.

Outra gracinha que saiu esse ano foi a Rorona – Atelier Meruru: The Apprentice of Arland. Além dela tem a High Priestess: Rorona – Atelier Rorona: The Alchemist of Arland que peguei de “segunda mão” e não chegou ainda. A primeira já tenho e achei fantástica, já a segunda, cheguei a ver na caixa e também gostei muito do acabamento.


Um conjunto lindo lançado este ano foi as Alvis & Lavie, de Last Exile. Os detalhes são incríveis, fazendo jus ao consagrado capricho da Alter. Se você estiver afim de ter uma, na loja Katamari Toys tem ela disponível. Elas são umas gracinhas!

Mas a minha paixão mesmo é a Shana. Fiquei muito contente em conseguir a Shana, versão Swimsuit da Griffon. “Swinsuit” só para enganar, porque ela está de calcinha e babydoll. Essa é uma das figuras mais excitantes da minha coleção. Além disso, tem uma qualidade maravilhosa. Eu fiquei com receio, achando que não seria tão bonita quanto as fotos promocionais. Ah! Como eu estava equivocado… Ela é ainda mais espetacular quando vista de perto! Deslizar os dedos nesse corpinho nu é uma delícia.

Bom, então posso dizer que a melhor figura do ano foi a Shana, certo? Na verdade, a gente acaba sempre cobiçando aquilo que não tem. Há uma figura que desde meados do ano passado eu já sabia que seria a melhor. Eu não estava enganado, de fato ela continuou sendo a mais esplêndida de todas que já vi. Obviamente me refiro à Kaname Madoka, Ultimate ver. da Good Smile Company.

Melhor figura do ano é pouco… Para mim ela sempre será a melhor do século! Só lamento que seja demais para o meu orçamento. Espero que você tenha adquirido a sua, pois mais do que uma obra de arte, essa Madoka é um troféu que consagra qualquer coleção. Levará milhares de anos até que a humanidade seja capaz de superar este nível de esplendor.
Assim encerro meu “The Bestest of 2012″. Espero que não tenho sido muito cansativo ler tudo isso. Lamento por não ter abordado outros tópicos e, principalmente, por ter um conjunto tão limitado de opções a escolher. Quem sabe, neste ano, eu consiga ajeitar minha vida e viver um pouco mais para ter algo bom o que comentar em 2014. Porém, sempre digo isso todos os anos então já não alimento mais esperanças. Espero que ao menos você viva bem e aproveite o máximo de 2013. Desejo que este seja um ótimo ano para todos nós.
Alenyan on January 22nd 2013 in Outros
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